("FUMUS BONI JÚRIS")

sábado, 30 de abril de 2011

FÉ é o elemento vital para o sucesso

TENHA FÉ HOMEM.
A FÉ é o elemento vital para o sucesso do cristão na sua caminhada. Diz a Palavra que o “meu justo viverá por fé e se ele retroceder minha alma não se compraz nele” ( Hb. 10.38 ). Essa caminhada não permite retornos. Precisamos até o fim, com nossos olhos fitos no “autor e consumador da fé” ( Hb. 12.2 ), perseverar, obtendo os resultados dessa fé que é “ o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova de coisas que não se vêem”( Hb 11.1 ). A fé verdadeiramente bíblica pode nos tornar vitoriosos e experimentar bênçãos maiores que pensamos, visto que Jesus é poderoso para fazer “ infinitamente mais” através da nossa fé que é a nossa vitória, pois, a Palavra testifica “ porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo 5.4 )

Nessa caminhada, mesmo nos cristãos, existe diferenças de medidas de fé, onde um pode ter uma maior ou menor medida de fé ( Rm 12.3 ). Sendo assim, as diferenças dos benefícios produzidos por ela, podem variar. Esse estudo tem a intenção de nos levar as maiores bênçãos espirituais, muitas vezes não vividas ou praticadas por nossa falta ou pequena fé.

1. A FÉ PODE TORNÁ-LO VERDADEIRAMENTE SANTIFICADO.

Sem santidade ninguém verá ao Senhor (Hb 12.14). Precisamos da presença de Deus não apenas após essa vida terrena. Precisamos dela hoje, pois ela pode ser o refrigério para nossas dores lutas e toda sorte de dificuldades. Precisamos de Deus, precisamos da santidade, que é a condição para sua manifestação. Por isso, use sua fé para a apropriação da santidade que já foi alcançada por Cristo, na cruz, por você. Não permita que sua frágil condição e seus dilemas pessoais lhe roubem a fé que pode produzir a santidade plena em você. Essa santidade plena e instantânea produzira as características inerentes a ela em você. Sendo assim, você terá alegria, paz, amor. ( Ef 3.17) E quando, necessário, essa mesma fé e santidade farão com que você tome consciência do que é ter “a mente” de Cristo em relação a vários aspectos do cotidiano.

A oração, os gemidos, o coração de Cristo poderá se manifestar a tal ponto que, sua vida de abnegação e serviço poderão se tornar a sua vida. Para que vida seja continua, sua fé, responsável por tal feito, precisara ser renovada. O segredo, portanto, é olhar para o “autor e consumador da fé” ( Hb 12.2 ). Não olhe para si próprio, para os seus recursos, para sua condição. Olhe para Cristo, a fé é o canal o meio para esse fim. Esse fim é a glória de Deus em tudo que somos e fazemos, “quer bebamos, comamos” ou qualquer outra coisa. Tudo é para a glória a Deus ( 1 Co 10.31 ). Em suma, Deus quer, através da sua medida de fé, manifestar ainda mais sua glória. Por isso seja santo, agora, através da sua medida de fé. Seja ousado, deseje mais a glória de Deus, aumente sua medida de fé. A santidade de Deus em nós é o cumprimento das suas promessas e requisitos e não dos nossos argumentos falhos e inconstantes. A falta de santidade pratica, não trata-se de uma possível falta de elevadas obras, mas de uma firme convicção naquilo que Deus já tem produzido e proporcionado.

A santidade de Deus está fundamentada no “está consumado” de Jesus, na cruz ( Jo 19.30). E sua eficiente pratica em nós revela-se na apropriação que temos feito dela. Deus já de antemão preparou obras nas quais devemos andar ( Ef 2.10 ). O que carecemos é o enchimento do Espírito Santo, para que esse Espírito Santo, nos enchendo, queime todo pecado, tudo aquilo que é contrário a sua natureza santa e gloriosa. Consumindo-nos, onde todo egoísmo e glória pessoal humana desfazem-se por completo, assim nosso corpo estará sendo oferecido como “sacrifício vivo”. “Não estaremos nos conformando com este século” ( Rm 12.1,2 ). A santidade de Deus se revela pela separação ao mundo, que antes de tudo, temos em nosso coração. E não somente nas relações manifestas exteriormente. A santificação da intenção é a base para a manifestação e o testemunho da luz e do sal, ao mundo. Sendo assim, com a santidade de Cristo no coração e anseio por sua glória, podemos por andarmos em todo lugar, manifestar a “fragrância do seu conhecimento”. ( 2Co 2.14 )

2. A FÉ PODE LEVAR SEUS OLHOS PARA ONDE “CRISTO ESTÁ ASSENTADO”.

Jesus afirmou que seu reino não é deste mundo e que, embora estejamos no mundo, não pertencemos ao mundo ( Jo 17.11). O apóstolo Tiago afirmou que quem deseja se tornar amigo de Deus necessariamente se torna inimigo do mundo ( Tg 4.4 ). O mundo é apresentado na Palavra como um conjunto de valores contrários a Deus. O mundo tem seus sistemas, seus métodos, suas fórmulas. A ênfase naturalista marcante tem um fim mesmo, e o resumo de toda pratica mundana visa os interesses do homem. Adaptando o meio para tal fim. Observado, com os olhos do entendimento da fé abertos, percebemos, que não de hoje, a igreja tem assimilado as praticas humanas e sutilmente introduzido elas na igreja. Paulo aos Coríntios disse que “um pouco de fermento leveda toda massa” ( 1Co 5.6,7 ).

O fermento, como símbolo do pecado, está impregnado na Igreja, sutilmente, de tal forma, que precisamos nos encher do Espírito Santo, para que o discernimento abra os nossos olhos para a realidade ( 1Co 14.20; Ef 3.19 ). A vida essencialmente espiritual precisa brotar nos nossos corações e alimentar a alma. O que verdadeiramente alimenta a alma é o Pão espiritual ( Mt 4.4; Jo 6.26 ). Tristemente esse pão espiritual tem sido trocado pelo pão material. Tudo em nome da teologia da prosperidade. Jesus disse que pelos frutos nos conheceriam Em outra passagem ele afirma, “nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” ( Jo 13.35 ). Como temos sido interpretados pelo mundo como cristãos? Pelos bens, pela riqueza, sucesso material necessário.

O próprio mundo tem entendido o evangelho como sinônimo de sucesso material. Precisamos refletir e buscarmos entender a verdadeira razão do crescimento da igreja no solo brasileiro. A forte ênfase para a manifestação de Cristo e da sua vida recai na mortificação da carne e suas concupiscências. O genuíno crescimento espiritual recai na mortificação dos prazeres carnais e mundanos. Paulo, enquanto habitante deste mundo, pela incompreensão gerada pela sua palavra, dizia que o “Evangelho é loucura” ( 1Co 1. 18,21 )para os perdidos. Sinceramente, quanto o Evangelho tem sido interpretado como loucura pelo mundo, hoje? Será que não existem os psiquiatras do Evangelho que desejam torna-lo normal aos olhos do mundo, quando ele deveria ser loucura? O coração, como sede do entendimento, das intenções, das emoções, dos próprios cristãos, está saturado por apelos que não condizem com Cristo e a realidade do seu reino.

Jesus disse “meu reino não é deste mundo” ( Jo 18.36 ) no entanto, não somente a propaganda do sucesso material secular, mas a propaganda da igreja tem aos poucos incentivando e conclamando ouvintes a um estilo de vida mercantil. De sucesso material, infalível, na igreja. Cristo “ habita nos corações pela fé” ( Ef 3.17 ), além de habitar nos céus com dimensões vastas e inexplicáveis, porém temos permitido e desejado que nossos corações estejam desvendados para então contemplarmos a glória do alto e sermos assim “ transformados de glória em glória” ( 2Co 3.18 )?

3. A FÉ VERDADEIRA PROVÉM DE CRISTO.

A fé como elemento da vida cristã, tem sua origem em Cristo. O autor e consumador. Tudo foi feito por Ele e para Ele ( Cl 1.16. Hb 12.2 ). Inclusive a fé. A fé não pode se interpretada como algo separado de Cristo, à parte da Bíblia e do Espírito Santo, se como cristãos pudéssemos nos valer dela, sem que os reais interesses de Cristo e necessidades da igreja fossem supridos. Existe a fé independente, entendida como um poder divinizante, dos círculos místicos, e que não tem nenhum interesse nas coisas relacionadas a Cristo. É oriunda e centrada no homem, essencialmente humana com exclusivo interesse de satisfação pragmática. Como sua origem não provém de Cristo e donde Ele está assentado ( Cl 3.1 ), sua razão de glória não se direciona para o alto.

Essa fé pode ser entendida também como uma força motivacional. As empresas, no mundo dos negócios, visando ampliar mercados e qualificar os produtores e consumidores de tecnologia, utilizam-na todo vapor, com relativo sucesso. Essa fé, independente de Cristo, não tem nenhuma ligação também aos ensinos de Cristo. Ela explora e aperfeiçoa o necessário humano. A sua presença na igreja é evidente. Onde ela é ensinada pouco se fala de santificação pratica. Como sua origem é terrena seus interesses serão terrenos. A fé bíblica, Cristocêntrica, testemunhada na galeria da fé ( Hb 11 ), do livro de Hebreus, trata-se de uma fé provada, diretamente ligada com a cidade, cujo arquiteto é Deus (Hb 11.10 ). Não se trata de uma mera força motivacional, mas, de uma firme convicção pela busca dos valores de Cristo. Ao contrario da fé moderna, elaborada em laboratórios artificiais, a fé, dos heróis de Hebreus, foi provada com toda sorte de dificuldades.

Onde a vida dos tais foi colocada em xeque em virtude dela. A glória e santidade de Cristo fora vislumbrada tal ponto, que os anseios mais ardentes de tais exemplos de fé era Cristo. Buscá-lo, tê-lo, era a ânsia mais profunda. A verdadeira fé nos leva à Cristo. Pois tudo foi criado por Ele e para Ele ( Cl 1.16 ), inclusive você. Você foi criado para a glória de Cristo ( Is 43.7 ). Grandes aglomerações de fé tornam-se freqüentes, onde estádios, avenidas são tomadas, a mídia disponível aos pregadores cristãos é uma realidade e eles tem se valido deste meio. Não se discute a fé do ouvinte e a intenção do pregador, o que precisa se discernir é o autor e o alvo final dessa fé. É a promoção da glória de Cristo? Ou a promoção de um empreendimento pessoal? Não se questiona, no discernimento, a idoneidade dos milagres, mas a intenção da pregação, o reino de Deus ou o reino dos homens.

4. A FÉ E OS PROFETAS NO CONTEXTO MODERNO.

O testemunho de Jesus é o Espírito da profecia ( Ap 19.10 ). O Espírito de Deus, como agente inspirador dos profetas, apóstolos e homens de Deus, ao longo dos períodos tem ensinado direcionado e encaminhado os homens ao propósito divino de salvação. O Espírito Santo “esquadrinha as profundezas de Deus” ( 1Co 2.10 ), e desde nossos primeiros passos, como crianças espirituais, começamos a entender os mistérios de Deus. Nosso caminhar neste mundo, desde já se constitui numa perene e continua busca pelo “dia perfeito”. Essa é a “vereda do justo” ( Pv 4.18 ) . Não podemos nos conformar com esse século, com as ênfases do mundo moderno.

Somos profetas no sentido de que a Palavra, Cristo em nós, aguarda ansiosamente nossa completa redenção, o “Espírito e a noiva dizem vem” ( Ap 22.17 ). O Espírito Santo como o agente das profundezas e eternos planos divinos em relação a nós, “geme” ( Rm. 8.26 ), para nos libertar do cativeiro, para então sermos postos para a “liberdade da glória dos filhos de Deus” ( Rm 8.21 ). Enquanto no deserto deste mundo, não podemos retroceder, voltar à vida do Egito. Como o Egito, o mundo, espiritualmente falando, não pode ser localizado geograficamente, não podemos adaptá-lo com sua velha vida, à igreja, em forma de satisfação e ênfase nos desejos. Toda sorte de dificuldades e obstáculos servem para provar nossa fé, como no deserto, tudo contribui para nosso bem, pois fomos chamados para o propósito de Deus. Estar em Canaã. No entanto, no percurso as dificuldades aparecem, assim como para israelitas, para nós. O Egito, ainda tão vivido e presente nos corações daqueles recém libertos eram evidentes.

Além das reclamações e murmúrios, criaram o ídolo, o bezerro de ouro ( Ex 32.8 ). A fé deles se desviou do Deus que havia os libertado para um dos deuses do antigo sistema do qual faziam parte. Quando Deus, sua glória, sua sabedoria, seus desígnios não são suficientes, os acessórios aparecem em forma de solução. Assim pode ocorrer na igreja. Aquilo que antes a igreja combatia, agora acaba sendo aceito, como acessório de evangelismo. Nossa auto-analise envolve a seguinte questão: quanto nos temos valido do mundo, para a obtenção do sucesso espiritual, que imaginávamos possuir? Será que não estamos contaminados pela “síndrome de Asafe” que nos leva a olhar por cima dos muros da vizinhança? Onde então questionamos nossa própria vida cristã, em função do sucesso material alheio, dos não-cristãos. A verdade é que nos colocamos em jugo desigual, onde minimizamos os valores e profundidade das riquezas de Cristo ( Rm 9.23; 11.33; Ef 1.18 ) , em troca das lentilhas ( Gn 25.34 ).

5. A FÉ E A ESCATOLOGIA.

Jesus indagou se ainda haveria fé na terra quando o Filho do homem voltar ( Lc 18.8 ). Paulo e Pedro predisseram que nos últimos dias haveria uma apostasia generalizada ( 2Tm 3; 2Pd 3 ). Vivemos dias de um entusiasmo cristão avassalador. As perspectivas de lideres, pastores e daqueles que são designados como apóstolos, profetas, mestres, etc., abarcam a idéia de que o mundo será alcançado mediante o poder do Evangelho. Diante do entusiasmo profético em comparação as perspectivas bíblicas sobre o fim dos tempos, qual será a realidade que nos aguarda? Fé como sinônimo de confiança, de convicção, envolve muito mais aspectos do que imaginamos.

Quando Jesus questiona a existência de fé nos dias anteriores à sua vinda, certamente podemos concluir que esses dias, seriam dias onde a convicção em valores eternos, seria nula. A apostasia, o abandonar, o deixar, predito por Cristo pelos apóstolos Paulo e Pedro, não se trata de algo instantâneo, imediato. Certamente se trata de uma profecia que se cumpre ao longo dos tempos, já nos dias da igreja primitiva, onde ela se encaminha, gradativamente, para seu pleno cumprimento. O ápice são os dias anteriores a vinda Cristo. Precisamos ser sóbrios e vigilantes. Precisamos nos certificar de que não estejamos usando na igreja métodos e praticas que, por menor que sejam nas conseqüências, afaste nossa convicção na suficiência de Jesus, da Palavra, do Espírito. Precisamos ser sinceros numa auto-analise, a fim de nos certificar, até que ponto, os meios utilizados pela igreja, para a propagação do evangelho, não acabam sendo instrumentos para o encaminhamento do cristianismo, para tal fim, de apostasia.

Essa apostasia será o reflexo de ênfases invertidas da igreja. Prosperidade material, pouca ênfase e pratica de santificação, critérios distorcidos na seleção dos lideres dentre outras características da igreja moderna, são agentes diretos que, desde já contribuem para o encaminhamento da igreja para os dias profetizados, tanto por Cristo quanto por Paulo. Uma das fortes características do período apocalíptico evidente no livro profético de João é a acirrada atividade mercantil. ( Ap 18). A busca pelo lucro obsessivo não tem limites, anticristãos, por parte dos promotores e fomentadores do amor ao dinheiro. Os valores mundanos, destacadamente anticristãos se tornam a alma da propaganda pela louca busca do lucro. O sexo, descrito como santo, incentivado na Bíblia dentro dos padrões e condições estabelecidas por Deus, tem se reduzido como uma mera arma mercantil nos dias atuais. Essa tendência revela àquilo que a Bíblia sempre combate e revela nos homens de todos os tempos, a prostituição.

A prostituição, em todos os tempos, além do prazer pervertido, e de uma afronta direta aos padrões divinos, se revela como fundamento de lucro. Como o lucro será uma das características fundamentais dos últimos tempos, segundo o livro de Apocalipse, os promotores dele, se valerão de todos os meios possíveis para sua obtenção. Em função disso, a moda, o vestuário sensual, os apetrechos de enfeites, são utilizados para estimular o apetite do instinto sexual humano. Esses estímulos para o sexo desmedido adentram na área da instituição divina do casamento. O casamento, monogâmico, heterossexual, tradicionalmente bíblico e aceitável aos olhos de Deus tem sido substituído por relações convenientes e pragmáticas de satisfação, sem compromissos (ceticismo).

Essa também é uma das características fortes dos últimos tempos, Jesus disse que os “últimos dias seriam como nos dias de Noé” ( Mt 24.37 ). Onde “casavam e davam se em casamento”. Paulo disse que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males ( 1Tm 6.10 ). Seria conveniente ainda, descobrir, até que ponto, como igreja, em nossa auto-análise, ser a glória de Deus ou o amor ao dinheiro, nossa razão maior. E se amor ao dinheiro, não está disfarçado em nome de grandes e ambiciosos projetos pessoais. Qual é a real intenção desses grandes projetos denominacionais modernos? O dinheiro ou a glória de Deus. Talvez a resposta se encontre na liberalidade que a igreja tem dado em praticas pecaminosas, encontradas dentro da igreja, e pouco combatidas (santificação) pelos pregadores do Evangelho.


Deus se compadece de nós mais do que nós mesmos. E infinitamente mais do que as nossas próprias mães, que nunca se esquecem do fruto de suas entranhas. E, ainda que o fizessem, “Eu nunca me esquecerei de ti”, diz o próprio Deus. (Is. 49, 15).



quarta-feira, 27 de abril de 2011

CONFIA EM DEUS - VELHO PAI


Hoje realmente é um dia muito especial para mim. Pois, meu velho pai de 80 anos, vindo de uma educação espírita praticante e seguidor de orixás, caboclos e guias, sempre usando patuá, confiante nas armas de Jorge.

Nunca emprestou seus ouvidos para a pregação do evangelho, eu por muitas vezes iniciei alguns evangelismo pessoal para com ele, entretanto, ele sempre arrumava uma desculpa e se esquivava.

Homem dado a bebedeira diária voltado e induzido pelo capeta, centenas de desfeitas me fez ao longo dos meus quase 50 anos.

Desentendimentos; aborrecimentos; brigas, diversas por vários motivos, sempre marcaram a minha vida no relacionamento entre ele e eu. Muita tristeza e dor me causaram com a sua iguinorância, sua maneira de ser e se deixando ser guiado pelo Cão.

Quantas vezes perguntei a Deus: até quando? Os anos se passaram e eu desisti de procurá-lo e fiquei calado, entristecido, acanhado, me afastei, mas, nunca perdi a esperança em Deus, acreditava e sempre o colocava em minhas orações e confiava em Deus, pedia para Deus protegê-lo e guardá-lo.

Até que hoje ele me fez uma visita inesperada e conversamos muito, sobre muitas coisas e o Espírito Santo conduziu-nos a um diálogo longo a cerca de “JACÓ”, falamos das lutas; das dores; das conseqüências do engano; da vitória de Deus contra o mal.

Focamos que muitas vezes as pessoas professam fé em deuses de pau, de bronze, de lata, em um deus de engano e opressor de fracos, mas, não acreditam no Deus da Bíblia, o Deus verdadeiro que tudo pode, e operando, ninguém pode impedir.

Foi então que resolvi, após muitos anos a refazer um convite especial ao velho pai. Perguntei-lhe se gostaria que eu falasse com Deus naquele momento a seu respeito, pois, certamente Deus já o conhecia, devido a onisciência de Deus. Ele prontamente disse que queria, tirou o chapéu então guiado pelo Espírito Santo de Deus fiz as devidas considerações através de uma fervorosa oração acreditando na onipotência do Senhor Deus na vida do velho pai.

Queridos, o que eu quero com essa mensagem é manter acesa a esperança em seus corações referentes a qualquer coisa que lhes pareça impossível, pois no livro de JÓ 14:7 diz: “porque há esperança para árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos”. Portanto, disse Jesus: “não se turbe o vosso coração crede em Deus, credes também em mim”...

Fique firme, acredite, confie em Deus, fazei como o salmista no Sl.39:7
“Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti”.

Conversão é manter a mente num estado de arrependimento constante, de metanóia, de mudança de mente, que, por vezes, acontece com dor; outras vezes, só pela consciencia que vai abraçando o entendimento e vai dando razão a Deus, vai dando razão a Deus, vai dando razão a Deus e vai dizendo: "Deus tem razão, a Palavra tem razão e , se ela tem razão, eu quero conformar minha vida com a verdade do Evangelho".

O salmo 51 usa a expressão espírito voluntário. Isso diz respeito à sua vontade, à vontade do seu espírito. E o Salmista pede para Deus, no verso 12: "sustenta-me com um espírito voluntário". Diz respeito à sua vontade livremente submetida à vontade de Deus. E, no verso 10, o pedido é: renova dentro de mim um espírito inabalável. Só há um jeito de ter um espírito inabalável, independente de qualquer coisa que Você esteja vivendo: é usando sua liberdade de decidir, para submeter sua vontade à vontade de Deus.

Deixa Deus agir na sua vida, entrega tudo nas mãos de Deus, as coisas possíveis são para nós fazermos, e as impossíveis são para Deus.

“Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja a esperança é o Senhor”. (Jr.17:7)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

MEDIAÇÃO DE CONFLITOS

MEDIAÇÃO

A mediação representa uma forma consensual de resolução de controvérsias, na qual as partes, por meio de diálogo franco e pacífico, têm a possibilidade, elas próprias, de solucionarem seu conflito, contando com a figura do mediador, terceiro imparcial que facilitará a conversação entre elas.

A mediação possibilita a transformação da “cultura do conflito” em “cultura do diálogo” na medida em que estimula a resolução dos problemas pelas próprias partes. A valorização das pessoas é um ponto importante, uma vez que são elas os atores principais e responsáveis pela resolução da divergência.

A busca do “ganha-ganha”, outro aspecto relevante da mediação, ocorre porque se tenta chegar a um acordo benéfico para todos os envolvidos. A mediação de conflitos propicia a retomada do diálogo franco, a escuta e o entendimento do outro.

A visão positiva do conflito é considerada um ponto importante. O conflito, normalmente, é compreendido como algo negativo, que coloca as partes umas contra as outras. A mediação tenta mostrar que as divergências são naturais e necessárias pois possibilitam o crescimento e as mudanças. O que será negativo é a má-administração do conflito.

A mediação possibilita também o conhecimento do conflito real a partir do diálogo. Muitas vezes, os problemas que se expressam são os aparentes, tendo em vista a dificuldade de se falar sobre real problema. A resolução apenas do conflito aparente não tem eficácia pois o conflito real perdura, dando ensejo a outros problemas.

A mediação, por suas peculiaridades, torna-se um meio de solução adequado a conflitos que versem sobre relações continuadas, ou seja, relações que são mantidas apesar do problema vivenciado. Também ressalta-se que os conflitos que envolvem sentimentos e situações fruto de um relacionamento – mágoas, frustrações, traições, amor, ódio, raiva – revelam-se adequados à mediação. Isso porque, nesse mecanismo de solução de controvérsias, há um cuidado, por parte do mediador, de facilitar o diálogo entre as partes, da maneira a permitir a comunicação pacífica e a discussão efetiva dos conflitos.

São vários objetivos dentre os quais destacam-se a solução dos conflitos (boa administração do conflito), a prevenção da má-administração de conflitos, a inclusão social (conscientização de direitos, acesso à justiça) e a paz social.

A solução de conflitos configura o objetivo mais evidente da mediação. O diálogo é o caminho seguido para se alcançar essa solução. O diálogo deve ter como fundamento a visão positiva do conflito, a cooperação entre as partes e a participação do mediador como facilitador dessa comunicação.

O segundo objetivo da mediação é a prevenção de conflitos. A mediação, como um meio para facilitar o diálogo entre as pessoas, estimula a cultura da comunicação pacífica. Quando os indivíduos conhecem o processo de mediação e percebem que essa forma de solução é adequada e satisfatória, passam a utilizá-la sempre que novos conflitos aparecem.

A mediação, sendo um meio de solução que requer a participação efetiva das pessoas para que solucionem os problemas, tendo que dialogar e refletir sobre suas responsabilidades, direitos e obrigações, incentiva a reflexão sobre as atitudes dos indivíduos e a importância de cada ato para sua vida e para a vida do outro. A pessoa é valorizada, incluída, tendo em vista sua importância como ator principal e fundamental para a análise e a solução do conflito. Dessa forma, como representa mecanismo informal e simples de solução das controvérsias, exigindo ainda um procedimento diferenciado, no qual há uma maior valorização dos indivíduos do que meros documentos ou formalidades, percebe-se, de logo, um sentimento de conforto, de tranqüilidade, de inclusão.

No tocante à pacificação, ressalta-se que se pratica a paz quando se resolve e se previne a má-administração dos conflitos, quando se busca o diálogo, quando se possibilita a discussão sobre direitos e deveres e sobre responsabilidade social; quando se substitui a competição pela cooperação – o perde-ganha pelo ganha-ganha. A mediação, como forma pacífica e participativa da solução de conflitos, exige das partes envolvidas a discussão sobre os problemas, sobre os comportamentos, sobre direitos e deveres de cada um – todo esse diálogo realizado de forma cooperativa, fortalecendo o compromisso ético com o diálogo honesto.

Os princípios da mediação podem variar de país para país. No entanto, existe consenso sobre alguns deles, os quais indicam a boa utilização dessa modalidade de solução de controvérsias. São eles: liberdade das partes, não-competitividade, poder de decisão das partes, participação de terceiro imparcial, competência do mediador, informalidade do processo, confidencialidade no processo.

A liberdade das partes - significa que devem estar livres quando resolvem os conflitos por meio da mediação. As partes não podem estar sofrendo qualquer tipo de ameaça ou coação. Devem estar conscientes do que significa esse procedimento e que não estão obrigadas a assinar qualquer documento;

Não-competitividade – deve-se deixar claro que na mediação não se pode incentivar a competição. As pessoas não estão em um campo de batalha, mas sim estão cooperando para que ambas sejam beneficiadas. Na mediação não se pretende determinar que uma parte seja vencedora ou perdedora, mas que ambas fiquem satisfeitas;

Poder de decisão das partes - na mediação o poder de decidir como o conflito será solucionado cabe às pessoas envolvidas. Somente os indivíduos que estão vivenciando o problema são responsáveis por um possível acordo. O mediador somente facilitará o diálogo, não lhe competindo poder de decisão.

Participação de terceiro imparcial – o mediador deve tratar igualmente as pessoas que participam de um processo de mediação. Não poderá de forma alguma privilegiar qualquer uma das partes - deve falar no mesmo tom de voz, oferecer o mesmo tempo para que elas possam discutir sobre os problemas, destinar o mesmo tratamento cordial, enfim, o mediador deve agir sem beneficiar uma parte em detrimento da outra;

Competência do mediador – o mediador deve estar capacitado para assumir essa função. Para tanto deve ser detentor de características que o qualifiquem a desemepnhar esse papel, dentre as quais, ser diligente, cuidadoso e prudente, assegurando a qualidade do processo e do resultado;

Informalidade do processo - A informalidade significa que não existem regras rígidas às quais o processo de mediação está vinculado. Não há uma forma única predeterminada de processo de mediação. Os mediadores procuram estabelecer um padrão para facilitar a organização dos arquivos e a elaboração de estatísticas;

Confidencialidade no processo – o mediador não poderá revelar para outras pessoas o que está sendo discutido no processo de mediação. O processo é sigiloso e o mediador possui uma obrigação ética de não revelar os problemas das pessoas envolvidas no processo. O mediador deve agir como protetor do processo de mediação, garantindo sua lisura e integridade. A confiança das partes nasce a partir do momento em que têm a certeza de que o mediador não revelará seus anseios e problemas para um terceiro.

Ainda deve ser esclarecida a necessidade de que a boa-fé seja traço marcante naqueles que procuram ou são convidados a participar de um processo de mediação, pois, caso contrário, torna-se quase impossível um diálogo franco e justo. Da mesma maneira, é imprescindível que exista igualdade nas condições de diálogo, de forma a evitar que uma parte possa manipular a outra, o que resultaria em um acordo frágil, com grande probabilidade de ser descumprido.


  • Mediação Familiar – Processo voluntário e confidencial em que as partes em conflito, auxiliadas por um Mediador Familiar, procuram resolver os seus problemas de uma forma cooperativa e não adversarial, de forma a tentar chegar a uma acordo equilibrado e mutuamente aceitável. Os mediados procuram regular, alterar e cumprir o regime de exercício do poder paternal, fazer acordos de divórcio e de separação de pessoas e bens, procurando soluções satisfatórias para todas as partes.


  • O advogado é o profissional que a sociedade consulta quando se trata de tentar resolver um conflito. Isto continuará sempre assim, pois é ele o indicado para dar aos seus clientes a assessoria acerca do melhor caminho para resolver satisfatoriamente o problema.

    Ao mesmo tempo, assim como o advogado prepara o caso para ser apresentado no Tribunal, também deverá preparar o caso para a negociação, a conciliação, a mediação ou a arbitragem.

    Cada técnica exige um procedimento específico de apresentação do caso e um tipo especial de preparação do cliente. O advogado deve trabalhar com o seu cliente, explicando a actividade a ser desenvolvida e o que se espera dele na técnica escolhida. No caso da mediação, o cliente deverá participar de forma cooperativa, submeter-se ao trabalho de investigação do mediador e assumir a responsabilidade de procurar, junto da outra parte, as melhores opções. No processo de mediação, os mediados apreendem a importância de trabalhar para a mútua satisfação, a única forma de conseguir uma solução durável.

    O advogado pode ou não tomar parte nas sessões de mediação, cabendo esta escolha a si e ao seu cliente. Participando, poderá informar, investigar e assessorar o seu cliente sobre o que é mais conveniente para ele.

    Participando ou não, o advogado fará sempre assessoria, cliente do espírito da mediação, que vela sobre os interesses dos clientes e o seu relacionamento, visando o presente e o futuro. É sua função sugerir, e não impor, soluções alternativas e fazer com que o cliente se capacite do compromisso que vai assumir, da sua transcendência e da repercussão futura, para que possa decidir se essa é a solução que o satisfaz.

    Ao trabalhar a mediação ao nível da realidade real, o advogado deve incentivar o cliente a confiar no procedimento e fazer com que se sinta à vontade, dando-lhe todas as informações necessárias, tendo em mente o sigilo contraído por todos os participantes da mediação. O advogado pode dar o primeiro passo para a destruição da posição e do discurso cristalizado do cliente, levando-o a descobrir as motivações desse discurso para que falando delas, possam ser alcançadas soluções originais e criativas que satisfaçam essas motivações.

    Cooperação e não competição, motivações e não discursos fechados e cristalizados, criatividade e não reiteração de soluções-chave, vontade das partes e não decisão de terceiros, cooperação e confiança e não oposição e desconfiança. Em mediação são estes os parâmetros com que o advogado deverá preparar o caso e o cliente.

    Duque de Caxias e o seu TESTAMENTO.

                                          Luís Alves de Lima e Silva

                                             Duque de Caxias



    Em nome de Deus. Amém.


    Eu, Luís Alves de Lima, Duque de Caxias, achando-me com saúde e meu perfeito juízo, ordeno o meu testamento, da maneira seguinte: sou católico romano, tenho nesta fé vivido, e pretendo morrer.

    Sou natural do Rio de Janeiro, batizado na freguesia de Inhamerim; filho legítimo do Marechal Francisco de Lima e Silva, e de sua legítima Mulher, dona Mariana Cândida Bello de Lima, ambos já falecidos.

    Fui casado à face da Igreja com a virtuosa dona Anna Luiza Carneiro Viana de Lima, Duquesa de Caxias, já falecida, de cujo matrimônio restam dois filhos que são Luiza e Anna, as quais se acham casadas; a primeira com Francisco Nicolas Carneiro Nogueira da Gama, e a segunda, com Manoel Carneiro da Silva, as quais são as minhas legítimas herdeiras.

    Declaro que nomeio meus testamenteiros, em 1º lugar, o meu genro Francisco Nicolas, em 2º meu genro Manoel Carneiro, em 3º meu irmão e amigo, o Visconde de Tocantins, e lhes rogo que aceitem esta testamentária, da qual só darão contas no fim de dois anos.

    Recomendo a estes que quero que meu enterro seja feito, sem pompa alguma, e só como irmão da Cruz dos Militares, no grau que ali tenho. Dispensando o estado da Casa Imperial, que se costuma a mandar aos que exercem o cargo que tenho.

    Não desejo mesmo, que se façam convites para o meu enterro, porque os meus amigos que me quizerem fazer este favor, não precisam dessa formalidade e muito menos consintam os meus filhos que eu seja embalsamado.

    Logo que eu falecer deve o meu testamenteiro fazer saber ao Quartel General, e ao ministro da Guerra que dispenso as honras fúnebres que me pertencem como Marechal do Exército e que só desejo que me mandem seis soldados, escolhidos dos mais antigos, e melhor conduta, dos corpos da Guarnição, para pegar as argolas do meu caixão, a cada um dos quais o meu testamenteiro, no fim do enterro, dará 30$000 de gratificação.

    Declaro que deixo ao meu criado, Luiz Alves, quatrocentos mil réis e toda a roupa do meu uso.

    Deixo ao meu amigo e companheiro de trabalho, João de Souza da Fonseca Costa, como sinal de lembrança, todas as minhas armas, inclusive a espada com que comandei, seis vezes, em campanha, e o cavalo de minha montaria, arreado com os arreios melhores que tiver na ocasião da minha morte.

    Deixo à minha irmã, a Baroneza de Suruhi, as minhas condecorações de brilhantes da ordem de Pedro I como sinal de lembrança e a meu irmão, o Visconde de Tocantins, meu candieiro de prata, que herdei do meu pai.

    Deixo meu relógio de ouro com a competente corrente ao Capitão Salustiano de Barros Albuquerque, também como lembrança pela lealdade com que tem me servido como amanuense.

    Deixo à minha afilhada Anna Eulália de Noronha, casada com o Capitão Noronha, dois contos de réis. Cumpridas estas disposições, que deverão sair da minha terça, tudo o mais que possuo será repartido com as minhas duas filhas Anna e Luiza, acima declaradas.

    Mais nada tenho a dispor, dou por findo o meu testamento, rogando as justiças do país, que o façam cumprir por ser esta a minha última vontade escrita por mim e assinada.

    Rio de Janeiro, 23 Abr 1874

    Luís Alves de Lima

    Duque de Caxias



    quinta-feira, 21 de abril de 2011

    Seguidor de Jesus Cristo - Jorge, valente guerreiro.

    Guerreiro; Padroeiro da Inglaterra, Portugal, Lituânia e Geórgia

    Conhecido: SÃO JORGE
    :: Data de comemoração: 23 de Abril

    Verdadeira História.

    Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.

    Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.

    Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.

    Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE ?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade."

    Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303.

    A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.

    Verdadeiro guerreiro da fé, Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande cristão nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.


    Um pouco mais sobre a História:

    Diz a lenda que um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. um dia coube a filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era Jorge.


    O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.

    O dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que Jorge defendeu, representaria a província da qual ele extirpou as heresias.

    A relação entre o Jorge e a lua viria de uma lenda antiga que acabou virando crença para muitos. Diz a tradição que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo Jorge e sua espada pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda. Mas, a grande realidade é " Só Jesus Cristo, Salva, cura, liberta e conduz para uma vida eterna". 



    terça-feira, 19 de abril de 2011

    Significado da Páscoa


    Texto : Êxodo 12:2-13


    Páscoa, na língua hebraica é pessach, que significa passagem ou passar por cima. E esta idéia esta implícita em versos que referendam a esta festa em Êx 12.11,23,27. A páscoa celebrava-se com a morte de um cordeiro no dia 14 de Abibe (cf. Êx13.4). Abibe significa espigas verdes e corresponde ao primeiro mês do calendário hebraico. Durante o exílio, este nome foi substituído pelo nome babilônico Nisã, que significa, começo, abertura. Em nosso calendário este mês corresponde a março- abril. Neste estudo, estudaremos acerca do significado da páscoa.

    Significado da Páscoa

    O Homem moderno, em suas muitas ocupações, tem se esquecido do profundo significado da festa da Páscoa. Até porque, a versão secular desta data é apenas comercial e não religiosa. Exporemos aqui alguns significados que a páscoa tem dentro do contexto escriturístico.

    Em primeiro lugar, a Páscoa significa libertação. A Páscoa surge como a festa que marcava o fim da opressão escravizadora de Faraó sobre o povo hebreu. A profecia a Abraão revelava que seus descendentes ficariam sob o domínio de uma terra estranha por 400 anos, mas que depois eles seriam libertados e sairiam com grande riqueza (cf. Gn 15: 13,14). E isto de fato ocorreu, mas não antes que esta festa fosse celebrada. E um pequeno detalhe, se esta festa era a festa da libertação, porque então ela foi celebrada antes da libertação propriamente dita?

    Porque Deus quis ensinar que o sacrifício expiatório, a fé e a nossa obediência precedem a plena libertação, afinal, Israel não estava sendo libreto apenas de Faraó, mas também do Anjo Destruidor. E isto implica que a libertação espiritual sempre precede a física. Se o sangue do cordeiro não fosse derramado e aspergido sob os umbrais da casa, o povo de Israel teria sido destruído pelo Anjo. A libertação da páscoa reveste se, portanto, de um caráter introspectivo, por mostrar a necessidade pessoal de libertação por meio da substituição. E um caráter prospectivo, porque profetizava a libertação antes dela acontecer e prenunciava a obra de Cristo.



    Neste sentido, a Páscoa devia ser celebrado por nos com profunda reverência, afinal, Cristo foi a nossa Páscoa. Sua vida foi posta como cordeiro que sendo morto derramou seu sangue em favor de muitos. A nossa libertação espiritual plena foi conquistada por Cristo, a nossa Páscoa. João Batista o chamou de cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (cf. Jo 1.29). Paulo disse que ele é a nossa páscoa (1Co 5.7), e ele mesmo prometeu a libertação a todos quantos crerem nele (cf. Jo 8.32,36 e Mt 11.28).

    Aceitar o sacrifício de Jesus feito por nós como diz as Escrituras, é comer da páscoa, e estar no caminho da libertação espiritual. A Páscoa dos hebreus os libertou da escravidão, opressão, miséria e de seus pecados perante Deus. Esta libertação aponta para o começo de uma nova vida, liberta de todos os seus terrores e opressão.

    Ao meditarmos o mistério da Paixão de Nosso Senhor Cristo cravado no madeiro da Cruz, salta-nos uma pergunta: por que Nosso Senhor – a própria inocência, que passou a vida fazendo o bem — tem morte tão cruel e é abandonado por todos, exeto por alguns que continuam adorando até hoje?

    Ele não só disse, mas acompanhou com o exemplo de Sua dolorosa Paixão que não se pode amar mais alguém do que dar a vida por ele. Assim, Nosso Senhor nos amou com infinito amor, e depois de nos ter amado, ofereceu-se a Si mesmo como vítima pura, imaculada, resplandecente e impoluta.

    A divina oblação pelos nossos pecados nos remiu, abriu as portas do Céu e, ao mesmo tempo, nos concedeu os meios eficazes para aplicar sobre nós os frutos de sua Paixão.

    Deus se compadece de nós mais do que nós mesmos. E infinitamente mais do que as nossas próprias mães, que nunca se esquecem do fruto de suas entranhas. E, ainda que o fizessem, “Eu nunca me esquecerei de ti”, diz o próprio Deus. (Is. 49, 15).

    Outras figuras nos livros sagrados que nos mostram o desvelo de Deus pelos homens são os campos férteis, os prados ensolarados, os regatos, as fontes, os vinhedos e o pastor de ovelhas que com cuidado apascenta seu rebanho.

    Jesus Cristo é o verdadeiro Pastor. Ele instituiu — qual rochedo inabalável junto às águas tempestuosas e proferiu determinantemente em favor da SUA Igreja, com a promessa de que as portas do inferno nunca prevalecerão contra Ela. Cumulou-a da cura das almas, a economia da graça divina, das armas espirituais para combater o mal e promover o bem.

     " Eis que tudo se faz novo"...

    Ezequiel profeta diz: “Dar-vos-ei um coração puro, e um novo espírito porei no meio de vós; tirarei o coração de pedra de vosso corpo e vos darei um coração de carne. Colocarei o meu espírito em vosso interior, e farei que caminheis em meus preceitos, guardando e praticando meus mandamentos”. (Ez. 36; 26).

    Devido ao pecado original e às nossas faltas atuais sobre cuja malícia nunca é demais insistir, seríamos incapazes de apetecer por essa vida divina. Quem no-la proporciona é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, pelos merecimentos de Sua dolorosa Paixão e Morte de cruz.

    Como um sol que se põe a brilhar no firmamento das almas, Ele abriu para o homem uma perspectiva cheia de esperança e de certeza. Nossa salvação — bem ao contrário do que sucedia no mundo antigo — tornou-se muito mais fácil com a Paixão de Cristo pela humanidade. Com a Nova Lei, só se perde quem quiser.

    Distante de Nosso Divino Salvador, o mundo de nossos dias vive inutilmente à procura do gozo da vida, da felicidade já, agora e para sempre... Com isso, de que adiantou Nosso Senhor ter sofrido e padecido a morte de cruz com padecimentos inenarráveis, a ponto de exclamar: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?”

    Na morte de Nosso Senhor, os elementos da natureza se desencadearam: o sol se velou, a terra estremeceu, os sepulcros dos mortos se abriram e houve desolação em toda a parte. Por quê? — “Povo meu, que te fiz eu, em que te contristei? Como paga de todos esses bens, tu preparaste uma Cruz para teu Salvador? Que mais deveria fazer que não tivesse feito?” Tu esqueceste de mim?

    Páscoa significa também salvação da família. "...Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro... para cada casa"(Êx 12:3). Observem que a promessa de Deus era que por meio do sacrifício de um cordeiro cada casa era salva da destruidor. Faraó havia dito ao povo hebreu que eles podiam ir, mas sem os seus filhos (cf. Êx 10:8-11) e nisto podemos entender a vontade do Diabo quanto as nossas famílias. Se você é um servo de Deus cuja vida Ele já libertou, Satanás irá tentar cativar seus filhos. E a Páscoa nos desperta para o fato de que a obra de Jesus foi suficiente para conceder libertação também a nossa família. O Senhor nesta ocasião quer te despertar para o compromisso que você, pai e mãe, tem diante de Dele para com sua família.

    Páscoa tem profundo significado para o cristão por representar a obra de Cristo para a nossa redenção. Eu já havia dito que a as festas eram "sombras das coisas futuras"( cf. Cl 2.17), ou seja, elas tipificavam aquilo que, como no caso da páscoa, um dia tornar-se-ia história na encarnação do Senhor. E a Páscoa era exatamente uma antecipação figurativa da obra de Jesus no calvário. Observemos agora algumas similaridades do cordeiro da Páscoa e de Cristo a nossa Páscoa.

    A pureza

    O cordeiro pascoal era separado no décimo dia de Abibe (abril) e examinado minuciosamente antes do seu sacrifício no dia 14 de Abibe, pois o cordeiro tinha que ser "... imaculado".

    Quando Lucas registra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém poucos dias antes da crucificação, o faz exatamente na hora em que o povo estava trazendo os seus cordeiros pascoais para serem examinados pelos sacerdotes. Segundo Hebreus 7: 26 Jesus tinha que ser declarado "... Santo, irrepreensível, imaculado, e inviolado pelos pecadores".

    O exame dos sacerdotes

    O cordeiro da Páscoa era submetido a um exame pelos sacerdotes que o julgavam, com base no exame de sua perfeição, apto para ser sacrificado. Quando lemos o relato de Mateus 22 do verso 15 ao 46, encontramos Jesus, o cordeiro de Deus, sendo examinado pelos herodianos, saduceus, escribas e fariseus e nenhum deles conseguiu achar nele nenhum defeito que o incriminasse e eles mesmo ficaram sem condições de responder-lhe nenhuma palavra ( cf. Mt 22:46).

    Exame feito pelas autoridades civis

    Em Jo 18:12, 28, encontramos Jesus sendo preso e levado ao tribunal na casa de Caifás, e como era ocasião da páscoa, os judeus não podiam entrar no tribunal para não se contaminarem, pois se assim fizessem não poderiam comer da páscoa. Naquele momento também, os cordeiros pascoais estavam também sendo examinados.

    E Caifás queria evidências para o entregar a Pilatos, mas não as encontrou; por isso, ao invés de apresentar ofensa, disse apenas que se Ele não fosse ofensor não seria entregue (cf. Jo 18.29). Pilatos por sua vez, após ter examinado Jesus, "... não achou nele crime algum..." (cf. Jo 19.4). E com estas palavras, o veredicto legal e civil estava dado e três vezes Pilatos declarou que Jesus era inocente (cf. Jo 18: 28; 19: 4, 6).

    A lei dizia que o cordeiro teria que ser sem defeito algum, senão, ele não poderia ser sacrificado ao Senhor (cf. Dt 15:21). Jesus foi achado sem defeito diante de todos depois de profundo exame e só depois foi crucificado.

    Tendo em vista que o sacrifício do cordeiro pascoal era suficiente para justificar os hebreus diante do destruidor, o sacrifício de Cristo também foi suficiente para justificar o homem diante de Deus satisfazendo a justiça divina.

    A aplicação da Páscoa

    A páscoa, como é comemorada pelo mundo, não nos traz qualquer beneficio, mas quando entendemos que nossa Páscoa é Cristo, então chega a hora de tiramos das reflexões e práticas correlatas, muitas importantes lições.

    Primeiramente aprendemos que se Cristo é a nossa páscoa, não faz sentido a comemorarmos com ovos e nem coelhinhos, tampouco com sacrifico de animais, mas através do nosso Senhor Jesus Cristo, a ceia do Senhor.

    "E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus e, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus e, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós." (LC 22: 15- 20).

    Neste episódio, ocorrido pouco antes da prisão e morte de Jesus, Ele introduz naturalmente a Ceia como substituta da festa pascoal do Antigo Testamento. Se observarmos, esta evidente que o Senhor não terminou a refeição pascoal antes de instituir a Ceia, antes, a ceia esta intimamente ligada à refeição pascal. O pão que era comido com o cordeiro na páscoa foi consagrado para um novo uso pelo Senhor e o terceiro cálice, que era chamado de cálice da bênção, foi usado como segundo elemento na ceia. Desta forma percebemos que a Páscoa foi trocado por Jesus pela Ceia.

    Ademais, os sacrifícios pascoais tinham significado simbólico e apontavam para Cristo que haveria de ser apresentado em nosso lugar em sacrifício. Quando este estava a ponto de ser morto e cumprir as escrituras e tudo aquilo que estes sacrifícios pascoais prenunciavam há séculos, houve a necessidade de mudar o símbolo e o tipo. Afinal, haveríamos de continuar comendo cordeiros? Haveríamos de comer a carne de Cristo sendo Ele nosso cordeiro pascoal? E calo que não.

    Mas como então comemorar este ato memorável feito por Cristo senão através da festa que ele instituiu, a santa ceia?

    Aprendemos ainda que na ocasião da páscoa e da ceia, deveríamos meditar na tão grande libertação que Cristo a nossa Páscoa nos proporcionou.

    Jamais deveremos esquecer o significado da páscoa e foi por isto que Jesus nos ensinou a Cear com a seguinte admoestação, "... fazei isto... em memória de mim...".

    A memória deste acontecimento nos permite gozar da certeza da libertação do pecado, da morte e da miséria na qual estávamos, e nos permite olhar para o futuro com esperança já que cada vez que ceamos anunciamos a morte do Senhor até que ele venha ( cf. 1 Co 11.26). A nossa celebração da ceia, tão como foi a primeira celebração da páscoa pelos Hebreus, prenuncia que Cristo vira nos livrar da opressão deste mundo. Estamos anunciando que ele vira nos libertar deste mundo de angústias e que enquanto ele não vem, estaremos protegidos do Anjo Destruidor por efeito do seu Sangue que esta aspergido sobre sua igreja.

    Em cada ocasião como esta devíamos meditar no poder do Sangue de Jesus.

    Aprendemos três coisas com relação ao sangue do cordeiro de Deus:


    1. O sangue sempre será o instrumento de libertação espiritual e moral.

    2. Pelo sangue somos protegidos do Destruidor.

    3. Pelo sangue de Jesus liberta a nós como guarda nossa família neste mundo.

    Eu não poderia terminar este artigo sem mencionar a questão do uso de símbolos como o ovo de páscoa e o coelhinho como representantes significativos da páscoa, por isto vejamos:

    O ovo de Páscoa e o coelhinho

    Com o correr dos tempos muitas festas e tradições de diferentes povos acabaram se mesclando com a páscoa secular que atualmente conhecemos. Nas religiões orientais, na mitologia grega, nas tradições populares, o ovo sempre teve significado de principio de vida. O ovo aparentemente morto contém uma vida que surge repentinamente, acreditando-se por isto, que ele seja o símbolo da páscoa da ressurreição.

    Outro fato é que depois da quaresma e da semana santa, comer ovos era um método conveniente e nutritivo para a preparação da páscoa. Embora haja divergência sobre os ovos da páscoa vindo do antigo Egito, como por exemplo, para alguns os ovos enfeitados era uma tradição começou na Idade Média. Séculos antes, porém, os chineses já costumavam colorir ovos que eram distribuídos aos amigos na Festa da Primavera, como lembrança da continua renovação da vida.

    Para os historiadores, daí os missionários trouxeram o costume que acabou se transformando nos ovos confeitados. No século XVIII, a Igreja católica adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi aceito um costume originalmente pagão, e, pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes da distribuição entre os fiéis.

    As lendas e estórias sobre os coelhinhos apareceram muito mais tarde por volta 1215 na Aláscia, França. Uma mistura de mitologia pagã, onde coelhos eram símbolos de fecundidade e abundância, com a tradição católica. O próprio sentido dos ovos como símbolo de vida se perdeu na história, mas até hoje os ovos de chocolates são vendidos sob a propaganda de um coelhinho.

    Em nossos dias os ovos de chocolate e os coelhinhos de chocolate são os preferidos da meninada, porém é importante lembrarmos que estas coisas não possuem nenhuma relação com o sentido real da Páscoa. Também não são estes os elementos presentes na páscoa ou na ceia do Senhor, de forma que, se quisermos comprar ovos de chocolate, façamos isto como quem compra chocolate e não com reverência pascoal, por que a introdução, tanto do ovo como do coelho nesta data, e de origem paga e não cristã.

    Ao exemplo dos Apóstolos, também nós devemos procurar andar nos caminhos do Senhor Jesus, em quem encontraremos a bondade, a misericórdia, o perdão e a clemência. Arrependamo-nos sinceramente, confessemos com toda a confiança os nossos pecados diante do Senhor e aproximemo-nos da sagrada mesa do Senhor Jesus Cristo. Assim teremos aproveitado a Semana Santa, e, quiçá, a vida como peregrino nesta Terra.

    Que nesta data, depois desta simples exposição que fizemos sobre a Páscoa, procure pensar no real significado desta festa para nos, aplicando as lições que este tema sugere na sua vida, para que você goze do privilégio da genuína libertação por meio de Cristo, nosso cordeiro pascoal.

    Jesus te abençoe e te guarde. Tu e tua casa.

    Minha Fonte: Missão Evangélica no Brasil/Blog Fumaça do Bom Direito.



    sexta-feira, 15 de abril de 2011

    Juiz quer ser chamado de doutor.

    Juiz que quer ser chamado de doutor recorre ao TJ do Rio



    Está nas mãos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidir se o juiz Antônio Marreiros da Silva Melo Neto deve ou não ser tratado por “doutor” pelos funcionários e moradores do edifício onde mora em Niterói, no Rio de Janeiro. Os autos estão com o condomínio, para apresentação de contestação.

    Marreiros apelou da sentença do juiz Alexandre Eduardo Scisinio, da 9ª Vara Cível de Niterói. Scisinio entende que não compete ao Judiciário decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero.

    De acordo com o juiz Scisinio, “doutor” não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. O título é dado apenas às pessoas que cumpriram tal exigência e, mesmo assim, no meio universitário.

    Ele ressaltou, ainda, que o tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, Judiciário e meio acadêmico, mas na relação social não há “ritual litúrgico” a ser obedecido.

    O caso:

    A controvérsia sobre a forma de tratamento exigida pelo juiz começou no dia 26 de agosto de 2004. Como houve um vazamento no teto do apartamento, o juiz pediu ajuda de um empregado na portaria. O empregado se recusou a atendê-lo sem a permissão da síndica. Segundo o juiz, depois de uma discussão, o porteiro passou a tratá-lo pelo nome ou por “você” para desrespeitá-lo.

    Segundo o juiz, o porteiro se dirigia a ele com “intimidade”, chamando-o de “você” e “cara”, enquanto chamava a síndica de “dona” Jeanette.

    Leia a íntegra da sentença:

    PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO COMARCA DE NITERÓI — NONA VARA CÍVEL

    Processo n 2005.002.003424-4

    S E N T E N Ç A

    Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO contra o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE e JEANETTE GRANATO, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de “senhor”.

    Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de “Doutor”, “senhor”, “Doutora”, “senhora”, sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos.

    Instruem a inicial os documentos de fls. 8/28.

    O pedido de tutela antecipada foi indeferido às fls. 33. Interposto Agravo de Instrumento, foram prestadas as informações de fls.52.

    Às fls. 57 requereu o autor que emanasse ordem judicial para que os réus se abstenham de fazer referência acerca do processo, sobrevindo a decisão de fls. 63 que acolheu tal pretensão.

    O condomínio se manifestou às fls. 69/98, e ofertou cópia do recurso de agravo de instrumento às fls. 100, cujo acórdão encontra-se às fls.125.

    Contestação do condomínio às fls. 146 e da segunda ré às fls. 247, ambos requerendo a improcedência do pedido inicial. Seguiu-se a réplica às fls. 275.

    Por força de decisão proferida no incidente de exceção de incompetência, verificou-se a declinação de competência, com remessa dos autos da Comarca de São Gonçalo para esta Comarca de Niterói.

    Em decorrência do despacho de fls. 303v, as partes ofertaram seus respectivos memoriais, no aguardo desta sentença.

    É O RELATÓRIO.

    DECIDO.

    “O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter.” (Noberto Bobbio, in “A Era dos Direitos”, Editora Campus, pg. 15).

    Trata-se o autor de Juiz digno, merecendo todo o respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo. Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito. Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito. Não deseja o ilustre Juiz tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade. O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente tal dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente.

    Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada grandeza e virtude.

    Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida.

    “Doutor” não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário.

    Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de “doutor”, sem o ser, e fora do meio acadêmico. Daí a expressão doutor honoris causa — para a honra —, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa de homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame. Por outro lado, vale lembrar que “professor” e “mestre” são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado.

    Embora a expressão “senhor” confira a desejada formalidade às comunicações — não é pronome —, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir.

    O empregado que se refere ao autor por “você”, pode estar sendo cortês, posto que “você” não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação.

    Fala-se segundo sua classe social.

    O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe “semi-culta”, que sequer se importa com isso.

    Na verdade “você” é variante — contração da alocução — do tratamento respeitoso “Vossa Mercê”.

    A professora de linguística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome “você”, devem ser classificados como formais.

    Em qualquer lugar desse país é usual as pessoas serem chamadas de “seu” ou “dona”, e isso é tratamento formal. Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/ a senhora e você quando usados com o prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente.

    Na edição promovida por Jorge Amado “Crônica de Viver Baiano Seiscentista”, nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que “você” é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro/São Paulo, Record, 1999).

    Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes.

    Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso que se diz que a alternância de “você” e “senhor” traduz-se numa questão sociolingüística, de difícil equação num país como o

    Brasil de várias influências regionais.

    Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema

    interna corpore daquela própria comunidade.

    Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa. P.R.I.

    Niterói, 2 de maio de 2005.

    ALEXANDRE EDUARDO SCISINIO

    Juiz de Direito



    quarta-feira, 13 de abril de 2011

    Peregrinos nessa terra, mais o sangue foi derramado.


    Ao meditarmos o mistério da Paixão de Nosso Senhor Cristo cravado no madeiro da Cruz, salta-nos uma pergunta: por que Nosso Senhor – a própria inocência, que passou a vida fazendo o bem — tem morte tão cruel e é abandonado por todos, exeto por alguns que continuam adorando até hoje?

    Ele não só disse, mas acompanhou com o exemplo de Sua dolorosa Paixão que não se pode amar mais alguém do que dar a vida por ele. Assim, Nosso Senhor nos amou com infinito amor, e depois de nos ter amado, ofereceu-se a Si mesmo como vítima pura, imaculada, resplandecente e impoluta.

    A divina oblação pelos nossos pecados nos remiu, abriu as portas do Céu e, ao mesmo tempo, nos concedeu os meios eficazes para aplicar sobre nós os frutos de sua Paixão.

    Deus se compadece de nós mais do que nós mesmos. E infinitamente mais do que as nossas próprias mães, que nunca se esquecem do fruto de suas entranhas. E, ainda que o fizessem, “Eu nunca me esquecerei de ti, diz o próprio Deus. (Is. 49, 15).

    Outras figuras nos livros sagrados que nos mostram o desvelo de Deus pelos homens são os campos férteis, os prados ensolarados, os regatos, as fontes, os vinhedos e o pastor de ovelhas que com cuidado apascenta seu rebanho.

    Jesus Cristo é o verdadeiro Pastor. Ele instituiu — qual rochedo inabalável junto às águas tempestuosas e proferiu determinantemente em favor da SUA Igreja, com a promessa de que as portas do inferno nunca prevalecerão contra Ela. Cumulou-a da cura das almas, a economia da graça divina, das armas espirituais para combater o mal e promover o bem.

    Tal como o pastor zeloso por seu rebanho, a Santa Igreja do Senhor deve afugentar os lobos e os perigos que nos rondam em nome do Senhor Jesus. Infunde-nos pelo Batismo nas àguas, a vida sobrenatural e purifica nossas consciências das obras mortas; concede-nos o privilégio inaudito do perdão dos nossos pecados, restaura a graça perdida pelo pecado mortal; fortalece-nos com uma graça. " Eis que tudo se faz novo"... 

    Ezequiel profeta diz: “Dar-vos-ei um coração puro, e um novo espírito porei no meio de vós; tirarei o coração de pedra de vosso corpo e vos darei um coração de carne. Colocarei o meu espírito em vosso interior, e farei que caminheis em meus preceitos, guardando e praticando meus mandamentos”. (Ez. 36; 26).

    Devido ao pecado original e às nossas faltas atuais sobre cuja malícia nunca é demais insistir, seríamos incapazes de apetecer por essa vida divina. Quem no-la proporciona é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, pelos merecimentos de Sua dolorosa Paixão e Morte de cruz.

    Como um sol que se põe a brilhar no firmamento das almas, Ele abriu para o homem uma perspectiva cheia de esperança e de certeza. Nossa salvação — bem ao contrário do que sucedia no mundo antigo — tornou-se muito mais fácil com a Paixão de Cristo pela humanidade. Com a Nova Lei, só se perde quem quiser.

    Distante de Nosso Divino Salvador, o mundo de nossos dias vive inutilmente à procura do gozo da vida, da felicidade já, agora e para sempre... Com isso, de que adiantou Nosso Senhor ter sofrido e padecido a morte de cruz com padecimentos inenarráveis, a ponto de exclamar: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?”

    Na morte de Nosso Senhor, os elementos da natureza se desencadearam: o sol se velou, a terra estremeceu, os sepulcros dos mortos se abriram e houve desolação em toda a parte. Por quê? — “Povo meu, que te fiz eu, em que te contristei? Como paga de todos esses bens, tu preparaste uma Cruz para teu Salvador? Que mais deveria fazer que não tivesse feito?”

    Ao exemplo dos Apóstolos, também nós devemos procurar andar nos caminhos do Senhor Jesus, em quem encontraremos a bondade, a misericórdia, o perdão e a clemência. Arrependamo-nos sinceramente, confessemos com toda a confiança os nossos pecados diante do Senhor e aproximemo-nos da sagrada mesa do Senhor Jesus Cristo. Assim teremos aproveitado a Semana Santa, e, quiçá, a vida como peregrino nesta Terra.



    domingo, 10 de abril de 2011

    O que é JUIZ DE PAZ ECLESIÁSTICO

    JUIZ DE PAZ ECLESIÁSTICO


    O titulo Juiz de Paz Eclesiástico é um titulo Honorífico,já que cada Ministro do Evangelho pode celebrar casamento Religioso com efeito civil conforme Leis abaixo :

    De acordo com a CONSTITUIÇÃO da REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Capitulo VII, Artigo 226 , parágrafo 2º ,da LEI 1.110 de 23 de Maio de 1950 e da LEI Nº 6.015 de 31 de Dezembro de 1973,mediante certidão de habilitação para casamento Civil e em casos específicos sem habilitação,estabelecidos pelos artigos 1515 e 1516 do Novo Código Civil Brasileiro ,todos os Ministros religiosos atuantes em seus ministérios poderão exercer e serem titulados

    JUIZES DE PAZ ECLESIÁSTICO .

    É a autoridade dotada de função indelegável, conferida pela própria Constituição da República, com competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na legislação a Lei confere aos Ministros Religiosos o exercício da autoridade civil aos Ministros Religiosos – Pastores –, devidamente credenciados em sua respectiva denominação, a qual deverá se encontrar regularmente inscrita no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ), desde que se encontrem na condição de membros ativos de uma Associação representativa de classe, portadores dos respectivos documentos de identificação, a lei confere a função de Ministro Religioso da Justiça de Paz (Ministro da Justiça de paz).

    A Função de Ministro Religioso da Justiça de Paz

    A Constituição da República Federativa do Brasil, assim como o Código Civil Brasileiro, por intermédio da disposição estatuída em seu artigo 1515, conferem ao Ministro Religioso, desde que preencha as condições especificadas no tópico anterior, a qualidade de Ministro Religioso da Justiça de Paz, com competência para a celebração do casamento civil, na modalidade religiosa com efeitos civis mediante habilitação prévia e podendo ser também com habilitação posterior. Função primordial e de grande reconhecimento inerente ao Ministro Religioso da Justiça de Paz consubstancia-se na possibilidade de celebração do casamento civil, no mesmo ato e momento da celebração do casamento religioso. Ou seja, o Pastor, após o término da realização da cerimônia religiosa do matrimônio, em que esteve investido na condição da autoridade religiosa, em ato subseqüente, com a permanência dos noivos no altar, assume autoridade civil, e realiza a celebração do casamento civil, nos termos da lei, perante toda a Igreja.

    sábado, 9 de abril de 2011

    VENCENDO O MAIOR INIMIGO

    O maior inimigo de Gideão não era os povos estrangeiros: o seu mair inimigo estava dentro do próprio povo de Israel.

    Assim tem sido com a maioria das pessoas, onde o seu maior problema está no seu interior e não no exterior!

    Quando por exemplo, a pessoa tem qualquer tipo de complexo; seja de inferioridade, da raça, da cor, da gordura, da feiura, falta de escolaridade, de não saber falar fluente um idioma ou quando tem medo, seja do escuro, elevador, andar de avião, medo de ficar para titia, medo de não conseguir alcançar seus objetivos, timidez ou qualquer outra coisa pareceda... então fica difícil vencer seus inimigos exteriores.

    Deus adverti Israel com respeito a isso, quando disse:

    "Há coisas condenadas no vosso meio, Ó Israel; aos vossos inimigos não poderei resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as coisas condenadas." Josué 7.13

    Esse é o grande problema das pessoas. Dentro delas há coisas espirituais que as condenam, que as enfraquecem diante de seus inimigos. Os pensamentos negativos impõem limites a ação da fé. As pessoas não conseguem vencer seus inimigos exteriores porque seus inimigos interiores as debilitam.

    Ora, como se pode vencer o inimigo interior? Há alguma medicação para isso?
    Conselhos? Boas idéias? Amizades? Boa religião? Não!

    Se o problema interior é espiritual, então a arma tem que ser espiritual também.
    E quando se trata de problemas espirituais, somente o fogo de Deus é capaz de destruílo. Por isso, o segundo passo é o sacrifício. O altar de Deus é o único lugar de sacrifício.

    A vida da pessoa tem que ser depositada  nas mãos de Deus, no altar, para que o fogo divino venha queimar, destruir, acabar, fazer desaparecer toda e qualquer coisa condenada no seu interior.

    Quando me determinei e fiz isso as coisas mudaram em minha vida de uma forma extraordinária, vieram as vitórias, cada vez maiores, foi a família;  as filhas, o postulado eclesiástico, a conclussão do ensíno médio, a teologia, a faculdade de Direito, o postulado outra vez.

    Se vc observar nos últimos meses tenho postado no Blog mensagens de vitória, de uma vida abençoada a todos na promessa da palavra do Senhor, pois estou envolvido em diversos projetos e somente com a força de Deus consigo a vitória, e vejam para testificar mais essa que alcancei hoje do CONSELHO FEDERAL DE JUÍZES ECLESIÁSTICO. vitoria que há muito venho tentando alcançar:
    
    
    A aliança de Deus com Josué teve as mesmas características da aliança com Isaque e Jacó, isto é, Deus se utilizou apenas de sua palavra. Aliás, esse tipo de aliança é o que Deus tem feito com os homens. O Espírito Santo tem sido o Mediador dessa nova aliança, confirmando a Palavra de Deus no coração dos que se submetem às suas regras.

    Sejam todos abençoados em nome do Senhor Jesus Cristo. Amem. 

    quinta-feira, 7 de abril de 2011

    A BUSCA DA PERFEIÇÃO


    NÓS SOMOS A IGREJA DO SENHOR!

    A proximidade da Páscoa me trouxe à mente história ouvida há muitos anos. Construía-se muralhas, Igrejas na Idade Média, uma grande catedral. A obra já elevava suas torres e lançara seus arcobotantes. Verdadeira multidão de operários se ocupava das cuidadosas tarefas de acabamento. Um pavilhão fora especialmente construído, próximo dali, para outro importante trabalho, que exigia quietude e concentração especiais. Era o atelier dos escultores das imagens que iriam apontar as devoções a que o templo estava destinado.

    Um transeunte resolveu penetrar na intimidade daquele recinto. Tendo identificado o mestre escultor, aproximou-se e contemplou o que fazia. Era a estátua de uma figura humana de porte soberbo, entalhada em fino mármore. Quedou-se ali, silencioso, acompanhando a meticulosa tarefa cujos detalhes — o rigor do artista bem o indicava — ainda ocupariam longas semanas. Lá pelas tantas, atreveu-se a indagar: “Essa é a imagem que irá para o altar-mor?” O escultor voltou-se para ele como quem emergisse de profunda concentração e contestou: “Não, este é um dos doze apóstolos que serão colocados ao longo do alinhamento mais elevado da cobertura”.

    O visitante não pode conter seu espanto e voltou a interpelar: “Nesse caso, as imagens ficarão a grande altura do solo e jamais poderão ser apreciados os detalhes nos quais o senhor tanto se detém e que longo tempo ainda lhe irão tomar”. A resposta do escultor veio rápida, encerrando em duas palavras a sabedoria de uma parábola: “Ele verá!”

    Ouvi essa história há muitos anos, mas a curta resposta do escultor ainda ecoa em minha mente: “Ele verá”. Tanta contradição entre ela e os critérios do mundo! Quantas vezes dedicamos nosso esforço e zelo buscando a perfeição nas coisas dos homens (e é bom que assim façamos) sem que nada semelhante, em zelo e esforço, reservemos para as coisas de Deus? Bem ao contrário, para Ele costumamos deixar migalhas das sobras do tempo e os restos da nossa vitalidade.

    Entre as muitas esculturas que surgem como obras de nossas próprias mãos encontramo-nos nós mesmos. E aqui, quase sempre, a busca da perfeição é deixada de lado: “Somos como somos” costumamos dizer, desleixados e desatentos em perceber que a santidade é a Igreja que mais agrada a Deus, a obra que se eleva acima dos telhados mundanos, e cujo campanário repica a glória do Senhor que tudo vê.